Cinema e Locações
Deveriamos fazer uma parceria com o blog Pra Onde Thâmara?. Pelo menos eu deveria. Costumo escolher os lugares para onde viajar baseada nas locações de filmes que gosto. Aliás, costumo tirar fotos imitando as cenas dos filmes que gosto.

Foi assim que procurei a rua exata em que Keira Knightley e Andrew Lincoln se beijam em Simplesmente Amor quando fui a Londres, tudo com a ajuda de um site que lista tudo: http://www.movie-locations.com/. Também fiz questão de tirar fotos na porta azul de Notting Hill (que não é mais azul) e, claro, visitar a plataforma 9 e 3/4 de Harry Potter. Não vou colocar as fotos aqui, pois tenho amor à vida, mas os interessados em vê-las podem me pedir nos comentários desse post.

Falando sério agora, as locações de um filme não são apenas um detalhe. Alguém pode excluir os fantásticos cenários neo-zelandeses de O Senhor dos Anéis? Sex and The City teria o mesmo impacto se filmado em Florianópolis? A resposta é não. Com certeza não. A escolha de uma locação leva em conta a iluminação, fundamental para a criação de uma atmosfera precisa, a época em que se passa o filme, o envolvimento dos personagens com sua cidade… São vários detalhes que podem deixar um longa-metragem mais rico e mais interessante.

A locação é parte da experiência. É com isso em mente que um cinema americano leva filmes para serem exibidos em sessões especiais realizadas em locais aonde foram filmados. O Alamo Drafthouse realiza o Rolling Roadshow, que leva a tela, o projetor e o conforto às locações. No ano passado uma maratona dos filmes de John Waters, criador de Hairspray, foi feita em Baltimore, cidade comum de seus filmes. O clássico de Hitchcock, Intriga Internacional foi exibido no Mount Rushmore, onde parte da ação é realizada.
Há filmes que existem pura e simplesmente por suas locações. É o caso de Na Natureza Selvagem, que acompanha a viagem de um jovem por lugares longinquos dos Estados Unidos. É o caso também de Mais Forte que a Vingança, filme de 1972 que chama a atenção por sua excelente direção fotográfica.
A criação de cenários feitos inteiramente por computação gráfica é interessante e traz bons resultados, mas perde um pouco da mais perfeita experiência de uma sessão cinematográfica: conhecer novos lugares.
Pois é. Ainda preciso visitar as locações de O Fabuloso Destino de Amelie Poulain, Os Caçadores da Arca Perdida e do ainda inédito Mamma Mia!.
Maio 10, 2008 em 3:50 pm
eu fui na plataforma 9 3/4!
se eu soubesse desse site teria achado bem mais rapido.
eu não sabia qual estação era, tive que passar numa livraria, pegar um livro do harry e ficar folheando até descobrir…